sexta-feira, 28 de outubro de 2011

Um dia no parque

Hoje foi um dos melhores dias do ano - se não foi o melhor-. O parque, o encontro, os inícios de novas amizades, as garotas, os rapazes, a caminhada, as risadas, as piadas, os balões, as velas, os momentos felizes, agitados e os momentos calmos, silenciosos. Um conjunto de coisas que se encaixaram perfeitamente após mostrar-me fraco. Evitei, por alguma causa inexplicável, meu amor platônico que estava ali, na minha frente. Não sei se foi este conjunto de coisa me pressionando a ficar bem, parado e calmo. Agindo por momentos, situações e o presente momento e não por instinto e planejamentos. Quebrando protocolos e limites impostos a mim mesmo antes de tudo acontecer. Agindo por possibilidades não pensadas e descobrindo novas emoções e novos modos de se agir em pânico.

Alguns momentos ali, quase chorei de emoção. Sejam por felicidade extrema, lembranças, desejo ou o pensamento distante de um futuro deprimente e solitário. Ou a fusão de tudo isso. Hoje conheci pessoas, revi as que gosto tanto e sentirei saudades disso pelo resto da eternidade. Tudo pode acontecer neste meio termo, e é isso que me assusta, o que me deprime. Mesmo não tendo agido como um ser apaixonado e totalmente cego perante os olhos dos estranhos, senti necessidade ali, em vários momentos de fazer o que eu realmente queria fazer por meses. Meses e mais meses. Um beijo, um abraço, uma ação boa. Algo, sabe.

Choro por estas linhas escritas sorrateiramente diante os olhos da sociedade e cuspo em algo que vivi sem pensar, agi sem pensar e me arrependi profundamente por não cumprir com meus desejos e objetivos primários. Estou apaixonado, após três meses de espera para vê-la, um encontro foi realizado. Até ai tudo bem, tudo ok, nenhum problema. Até o exato momento em que a vi, os planos não foram desmanchados, nem as lágrimas pensavam em sair. Pensar em como agir, não consegui fazer isso durante todo este tempo de espera. Pensar em nosso beijo, nosso sublime toque labial, nossos corpos ali, juntos, o ápice de minha felicidade inútil e infantil.

Foi um tempo corrido, as emoções estavam falando por si só, os nervos à flor da pele, brigas, paixões mal resolvidas e saudade, tudo que levo deste curto período de três dias.

Por mais que não recebi um 'Lázaro, cresce', me senti péssimo. Me sinto um lixo após vê-la e não conseguir nada. É frustrante, decepcionante. Você se sente incapaz de fazer qualquer coisa, indisposto e só. Apesar de ela estar feliz no canto dela, ela estar curtindo ainda a vibe de ter estado ali e ter rido por demais, uma hora ela acorda. E espero que possamos sair ali. Se estes encontros virarem rotina, não consigo imaginar como agir, sabe. Me senti confortável pelas garotas serem legais, entenderem de ~certo ponto~ a minha situação e não forçar a barra (vale ressaltar que todas ali pareciam estar ignorando o fato de saberem que gosto dela, e é isso que eu tentei ao máximo esquecer, por alguma razão que ainda não sei qual é), me senti em casa com pessoas rindo das minhas piadas, me deixando ser simplesmente, eu.

Entendam, não é ser feliz, contente ou gostar de viver, gostar de estar aqui vivo, é mais do que isso, é a necessidade de ser amado. A necessidade de saber que ao menos algo que faço deu ou vai dar certo. Coisas simples, mas que em minha cabeça e em meu coração faria uma diferença tremenda. Sentir seus dedos entrelaçados aos meus, o cheiro de seu cabelo e o perfume de seu corpo, seus lábios tocando os meus. Tudo isso. Sentir que você é minha, mesmo que por um minuto, sentir que tudo deu certo, sentir que tudo fez sentido.


Ilusão minha, desculpem-me.

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