O tempo passou depressa. Mal pude ver os minutos do relógio mudarem. Dois minutos em que entrei em quatro sites diferentes e li um textículo ainda. Incrível como tudo passa tão rápido, e tão devagar.
Meses passam num piscar de olhos, dias passam devagar, minutos e segundos rápidos. Encontros que são marcados após meses - e convenhamos, com muito êxito tivemos esse encontro tão alegre - e que duram cerca de três ou quatro horas. Minutos, nada além de minutos. Abracei sim ele, confesso. Me deu vontade de chorar na hora, um amigo por um tempo relativamente pequeno, mas ali, na minha frente. Mal dava pra acreditar. Escondi a lágrima quando virei de costa e atravessei a rua. Pareço que não, mas por baixo desta casca horrível que todos vêem, choro sim, amo sim.
Mal pude esconder minha tremenda excitação ao vê-lo, tudo bem que soltei um 'AI SEU VIADINHO'. Culpa da casca, eu juro. Fomos e bebemos - pouco, mas bebemos - e estávamos ali, felizes, na nossa realidade tão esperada, tão querida e tão feliz.
Sofro por um tempo que não passou ainda, um tempo que passa agora, mas enxergo há muito como lembrança. O presente é uma lembrança. Há um delay entre o fato, o cérebro, a visão, a situação e o coração, cujos quais andam juntos como as melhores coisas que se pode ter controle na vida. Tenho um grande delay, maior do que as pessoas normais. Não sei se é um defeito de fábrica, algum problema psicológico sério ou doença causada por minhas tristezas e mágoas, nada sei, nada sei. A certeza que tenho, é de viver cada momento, cada mísero momento, de um modo tão único e marcante, que eu possa lembrar disso a vida toda. O primeiro encontro com pessoas da Internet, a primeira vez que a vi, a primeira vez que o vi, a primeira vez que chorei por ela. Coisas assim, que se passam naturalmente, mas já agem como lembranças aos montes mais obscuros de um cérebro jovem e esquecido.
Um cérebro de alguém que teve de amadurecer para conseguir virar alguém, mas nem virar alguém ele conseguiu. É um projeto de alguém.
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