quinta-feira, 13 de outubro de 2011

Trilha

Tudo caminha bem durante estes dias, ultimamente tenho grande facilidade em sonhar com ela e, sendo assim, mais fácil de sentir sua falta. Parece bobeira, mas comprei o CD da nossa música - perguntei-a hoje se ela tinha, e graças aos deuses, não tinha - e me sinto um tanto quanto feliz com essa compra. Aniversário dela no fim desse mês, o último dia de #nicolasemsp e talvez a última vez que nos viremos no ano. Bobagem, mas tenho impressão de que vai dar certo agora. A vida geralmente não é assim, quando finalmente dá certo você meio que desconfia, mas ignora afinal está dando certo e isso é tudo que você queria né?


Gosto de ressaltar que tudo que consegui até hoje não foi feito simplesmente de lágrimas e distancia, sem contar que já se fazem cerca de quatro meses desde que convenci a mim mesmo de que iria tentar, de que realmente valia a pena ter aquela doçura ao meu lado. Três longos e turbulentos meses sem a ver, cada dia e cada noite fora a mesma coisa, as mesmas lembranças e o mesmo sonho – de te ter pra sempre -. O nosso relacionamento – inexistente – é baseado no fato de um suportar o outro (ou você me suportar), SMS’s e afins são peças fundamentais na nossa história, são coisas que usamos diariamente pra transcrever ao outro as angústias, pensamentos e fofices. Tudo em forma de texto, pra deixar o dia do outro alegre.

Um tempo tão distante sem poder ver-te foi uma tortura, confesso. Nesse meio tempo, ultrapassei um mar de pesadelos e de dificuldades. Cerca de três mortes de pessoas próximas aconteceram nesse meio tempo, minha mãe foi diagnosticada com diabetes em grais alarmantes e tive de suportar o resto da família surtando com isso. Aguentar feliz. Stay hungry, stay foolish. Piadas e internet eram meu refúgio. São meu refúgio até hoje. Neles eu podia descrever sentimentos e derreter diante o teclado, forçando uma risada que não dava e fazendo mais pessoas felizes.



Escrevi um texto do quão vale a pena ficar vivo, o quão vale a pena viver, o quanto vale a pena viver cada dia separadamente, sempre planejando o próximo amanhecer – dentro das condições impostas -. Tenho que termina-lo, depois disso postárei-lo aqui, prometo. Mas o que isso importa? Simples, a partir do momento que vi que cada momento pode ser o ultimo, não paro de ver as situações que me meto como lembranças. Posso estar vivendo agora, mas já vejo como lembranças. Lembranças de um passado e um presente bom, uma saudade atrás da outra. E com este texto, resumi basicamente algo que tive de mudar em mim: Aproveitar tudo, todos e arriscar sempre e focar-se em algo que possa lhe fazer feliz. Como o amor.

Escrevi uma redação para meu professor de português, tentei reproduzi-la no estilo barroco, cheio de antíteses e afins, algumas características saíram iguais, outras não. Enfim, nela eu contava um conto fictício de um caso de amor que durou um dia. Um amor forte, uma química boa, um desejo enorme dentro do peito dos amantes, uma tarde/noite linda, na Avenida Paulista. Coisa de louco. Coloquei o nome e as características físicas de minha platônica, altura, cor dos olhos, tudo mesmo. Lunático e apaixonado. Uma tarde com a garota dos meus sonhos dentro de um dos meus sonhos. A garota de vestido florido dançando e me beijando em meio aos carros e pessoas na avenida movimentada. Fiquei amigo do velho professor depois dessa redação, parece brincadeira, mas parece que apesar do jeito brincalhão e briguento cujo qual o mesmo tem, ele acredita no amor, na paixão e no sonho de encontrar o amor verdadeiro. Um que dure um dia, mas valha uma vida.

Agora o que posso fazer? Esperar por sexta-feira. Parece que finalmente vamos nos ver, e, estou muito ansioso. Não tanto, assumo, mas o suficiente para me fazer dormir sorrindo. Espero que dê tudo certo, que o presente dela seja o melhor que ela já recebeu em toda sua vida e que eu possa ser o homem que ela precise, em todos os momentos. Hórus me ajuda, apesar de estar apagado e ser pouco lembrado, o jovem deus tem suas cartas na manga. 






E espero não receber um "Lázaro, cresce" duas vezes nessa mesma vida.

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