É estranho falar de amor depois de ter falado que não faz tanto mal quanto uma morte de um ente querido, mas o farei mesmo assim, foda-se. Cerca de algumas semanas atrás eu tentei largar mão de um amor – que convenhamos, se ela não demonstra porra nenhuma é porque nunca vai dar certo – e quando estava tão bem quanto ficaria se não estivesse apaixonado, surge a DM.
“eu sei que só apareço pra estragar tudo, mas sinto falta de falar com você”
O coração deu um pulo. Estava eu, chorando mágoas com Angela e repentinamente, ela veio. Estragou a minha madrugada. Não que tenha sido só aquela, mas estragou. Ela estuda muito, de manhã faz um pré-cursinho e à tarde vai pra escola. À noite, eu estou na escola. Aos finais de semana (que poderiam servir para nos encontrar) não são bem aproveitados porque ela já tem coisas demais pra fazer nos mesmos (shows, teatro, casa do pai e etc.). Fora os amigos, ah os amigos. Parece brincadeira, mas das três garotas que amei na minha vida, elas preferiam ficar sozinhas e não estragar a amizade com os melhores amigos. Tenho ódio dos amigos das garotas que amo. Hoje condeno até elas, mas os amigos são peça fundamental pra uma vontade repentina de matar alguém. Ela sai muito com os amigos. Falta em dia de semana pra vê-los, e eu...
Apesar de nunca ter acontecido nada, apesar de ela nunca ter gostado de mim, eu costumo contar ~nossa~ história com um período que chamo de “A época que eu consegui”. Durante este período, eu era a pessoa mais feliz do mundo, já a havia visto e isso desencadeou uma reação de emoções em mim que me fez, digamos, atraente aos olhos dela. Foi uma época feliz, onde eu cantava músicas pra ela (505, a música que sempre me faz lembrar dela) e ela me mandava SMS – online, mas o que vale era a gente conversar – e na assinatura colocava “jade ramos”. A melhor época do ano. Essa fora a época que escrevi meus melhores tweets, meu desempenho na escola havia melhorado 60% e eu realmente me sentia bem comigo mesmo e com o mundo ao redor. Tudo desmoronou semanas depois. Como deveria acontecer. O sentimento de culpa me ocorre às vezes, e é por isso que ficamos mal de vez em quando. Não que eu seja o culpado, mas na maioria das vezes, o principal motivo dessa zorra toda, são os meus repentinos “me sinto um idiota tentando, tentando e tentando fazer esse amor dar certo e você nunca reconhecer, você nunca pedir obrigada ou qualquer coisa do tipo, você não percebe o quanto eu tento fazer a história de nós dois acontecer e você assiste tudo calada, como uma perfeita Summer, Summer.” Entendamos, não sou grosso ao ponto de xingá-la de maneira pesada ou que ofenda algo que ela fez – afinal, reclamo de algo que ela nunca fez – mas também não deixo de falar essas coisas todas as vezes que me sinto mal por lutar por algo que nunca
consigo.
O quanto gosto dela? O suficiente pra chorar na rua, no metrô, no ônibus e na lanchonete por um amor não recíproco. Como posso demonstrar o quanto gosto dela sem ser com lágrimas? Com SMS’s, eu acho. Cerca de 900 enviadas e 500 recebidas (só com ela) – o caso das SMS’s é sempre curioso, quando não é ela que está sem crédito, ela simplesmente me ignora quando mando SMS de “eu te amo” ou qualquer coisa do tipo, fugindo do olho do furacão -. Se esse tal amor é verdadeiro? Claro que é, se não fosse verdadeiro seria recíproco, afinal, é assim que funciona.
- Pausa pra coçar o cabelo, bagunça-lo e segurar o choro -
O amor é um jogo, entendam. Não o prolongado, aquilo é uma série. O amor que eu gosto de falar se inicia quando você descobre que está amando e termina quando você consegue parar de sofrer pela pessoa amada.
Um amor simples, mas um dos que mais vale a pena falar. Um amor inevitável. Diferente. Cada caso deve ser tratado como caso diferente, e isso não demonstra que as pessoas que sofrem são fracas não. Você estar mal por amor é uma coisa banal, o problema é quando o amor não recíproco aparece junto com as outras desgraças que já estão ocorrendo. Acúmulo de tristeza e todos nós somos obrigados a deixar de amar,
deixar de tentar ser feliz.
Você é tão linda e eu te amo tanto. Você é tão perfeita pra mim e eu reconheço isso tão bem, você não tão somente está ali, mas é um bem necessário. A primeira coisa que penso quando acordo, o sonho mais longo de todos os dias, meu mais caro gasto mensalmente. Sabe pra que? Pra ver se você reconhece. Seu maior erro é sempre ver e ficar calada. Assistir minha maior declaração amorosa, virar pro lado e ignorar. Não deveria ser assim, você deveria enfrentar ou debater tudo que falo. Você tem capacidade pra isso, você pode fazer isso, você pode tudo. Tudo. A única vez que você deve ter sentido minha falta foi quando nenhum babaca queria ouvir você. Quando ninguém queria falar com você. Você leu a sua caixa de mensagens e lembrou de mim. Uma lembrança vaga de alguém que gostara de você, tenho certeza disso. Quando disse que você é a melhor lembrança que tenho, a que mais gosto de lembrar é porque digo a verdade. Você disse que chorou, disse que lacrimejou. Mas você sempre se esquece. I crumble completely when you cry. Nada disso deveria acontecer, nenhuma lágrima deveria ser derramada, nenhuma tristeza deveria ser marca desse amor, era só você demonstrar algo, e não ser uma completa Summer. Sabe por que disso isso? Simplesmente porque eu quero que você seja minha, e pra ser minha você precisa ser perfeita, e quando digo perfeita, digo ser você mesma, sempre.
Por isso não desisti, por isso estou aqui, firme e forte à procura da felicidade ao lado de Jade. É a minha última esperança de ficar bem, de me fazer sorrir. Mesmo que todo este esforço não fora reconhecido até hoje, eu vou continuar tentando, por todo o sempre. Outubro e #nicolasemsp que me aguardem.
Se eu chegar ao fim dessa overdose de 505 vivo.
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