terça-feira, 28 de junho de 2011

O dançar da bailarina

A mais doce garota vestida em seu melhor vestido florido rodando e dançando ballet ao som de mozart no parque.





A ultima bailarina da esperança, que nunca para de dançar.

Comunicado oficial

Estou vivo. Vejam-me para crê-lo, caros destinatários.
Ultimamente tem sido difícil, tem sido tão peculiar esse tempo onde a tristeza me pega quanto os tempos em que o riso não me sai do rosto.

Last night, she said................
Ok, nesta ultima semana houveram alguns desentendimentos em minha vida, em minha corrida contra a mesma e a luta para descobrir o amanhã incerto.

Cigarros, vodka, aguardente foram despejados sobre minha face e assim pude me deliciar com o doce gosto da derrota. A garganta me queimava, os latejos de meu corpo se aumentavam até que fui "pego".

'Vá para o outro lado do bairro, eu vou te buscar' disse meu pai.

"E agora? E esse sentimento e essa cara e esse cheiro todo, Hórus, me ajude Hórus, não posso sair dessa ileso não é possível, confesso que fiz merda mas há de os deuses decidirem se devo ou não sofrer as consequências."




Os deuses foram bons e cheguei lá em 30 minutos (correndo, obviamente) e a 'bronca' foi moderada. Obrigado por tudo, deuses do deserto.

Dali em diante vim tendo melhoras, melhoras e melhoras em meu comportamento debilitado.

Hoje estou bem, juro.


Espero não ter recaídas.

terça-feira, 21 de junho de 2011

Seca e morte

Morri.
Morte.
Ao menos essa é a resposta que encontrei para não estar mais vivo como antes. A folga das vidas acadêmica e social vem a chegar tão rapidamente que não consigo sentir o calor do momento.

Hórus não me responde mais. Pela primeira vez desde que decidi me juntar a ele, o meu deus não responde. O meio que ele usava pra se comunicar comigo parece normal. Pássaros normais que não respondem mais, nem sequer olhar para mim o casal de canário olha mais.

A vida anda difícil, decidi morrer porque era uma das coisas que eu gostaria de fazer faz muito tempo, mas não consigo nem me matar em corpo quanto mais em bah, ainda mais me desligar desse meio de comunicação que tanto amo, a internet.

Vou dar um tempo de cinco dias para todas as redes sociais, sem sinais de vida, sem sinais de compaixão.

Cortei meu enorme cabelo desajeitado até não conseguir mais pegar o mesmo. Meu maior sinal de desleixo com a vida (e sim, por vontade própria).

Vejo vocês todos os dias, o dia inteiro. Unfollows são apenas questão de tempo para virem e como os tempos estão difíceis, a de ser a vontade dos deuses que tudo dê certo.

A falta que me faz um amigo, a falta que me faz uma pessoa que diga qualquer coisa a não ser me fazer rir, me fazer uma companhia seria ótimo. Sinto falta dos velhos tempos, em que meu orgulho em apenas não ser maneiro ou não fazer parte do bolo digestivo de uma rede social estava indo otimamente bem.

A falta de um amigo, uma companhia, uma alma, um bah do bem. Ah, que falta, deuses.

O tempo em que minha mãe estava aqui em casa enquanto chegava em casa era totalmente incrível, tal falta me faz ter aquelas pseudo-crises de choro em que apenas duas lágrimas caem e nada mais.

Não choro fazem meses, meses de culto a Hórus. Não choro desde que Hórus entrou em minha vida, (obrigado por tudo, menino-deus) e sinceramente, sinto falta de chorar, falta de viver.

Estou seco, preciso me molhar, meu sangue já não tem cor, já não tenho mais vida em meus pulmões.


Está tudo perdido.

A senhora das lembranças

Acabo de saber da morte de uma parenta que só vi uma vez. A senhora das lembranças, como eu costumava chamá-la vinha de uma linhagem desconhecida tanto para mim, quanto para a ultima geração inteira da família.
A senhora caminhava desde nova, não fumava, não bebia. Sua saúde de ouro se devia apenas a dedicação aos álbuns de fotos dos filhos e netos...







Um textículo motivado pelo mais discreto luto. Eu sinto muito.


Que Anúbis cuide de seu fúnebre momento e Osíris de sua alma. 
Hórus e eu nos lembraremos de sua vida com honra.

sexta-feira, 17 de junho de 2011

O amor

Por que começar isso denovo? Porque tudo que eu preciso é expulsar em forma de texto já que as pessoas traem, as pessoas não perdoam, as pessoas lembram...

Marionetes de um sistema onde cada um passa por cima do outro. Civilizados dentro de uma casa de bonecas controladas por homens de terno totalmente superiores.

Não capitalistas muito menos porcos quaisquer, mas escravos da desgraça alheia. Porcos fardados com as lagrimas dos inocentes corações que um dia estavam inteiros e hoje nem existem mais de tão despedaçados.

Compaixão, perdão e pena se juntam em um ser um tanto quanto comum hoje em dia. Cada vez mais uma legião dos sem-coração avançam contra a casa de bonecas dos homens de terno tais quais eu tomo a liberdade de chamá-los de: murderers, os assassinos. De quê? Claro, como se não tivesse outros, os sentimentos de esperança que carregamos desde que nascemos.

Venho por meio desde texto transformar minhas lagrimas em palavras, deixar claro o que acontece em cada momento da vida amorosa. Principalmente o pós-morte.

No inicio de sua vida, a mais pura inocência é sua principal arma e com ela e tão somente ela você pode caminhar até sua maturidade prematura. A partir dessa fase é que nos separamos nos dois futuros alvos dos seres maiores, sentimentos. A má criação de pais ou influencia de próximos enquanto inocente pode levar o indivíduo a ser um murderer mais agressivo que só pensa em passar, passar e passar. A frente, adiante, sempre confiante, conquista uma legião de amigos, de murderers e juntos, vão à caça dos futuros sem-coração. Ao chegar no local predefinido para o ataque, eles olham ao redor e quando finalmente olham para trás, para sua jornada, caminhada, até chegar no ato principal (o abate):

-Vejam, temos alguns deles ali

-Vamos lá o que você está procurando, estão todos despedaçados.

Uma marcha inteira de sem-corações está deitada ao chão. Quantos, você se pergunta, e eu lhe respondo, muitos. A vida de um murderer não começa após o abate, mas logo no nascimento. O murderer nasceu no lugar de um sem-coração, a regra é essa. Não sabemos predefinir qual será qual, logo isso não se torna um erro. Mas a partir de sair do ventre até a luz vir de encontro aos seus olhos, futuras armas de caça.
Um murderer nunca evolui, nunca amadurece, nunca se toca em momento algum da vida até se sentir cansado e derrotado pela própria selvageria.

Um sem-coração amadurece e supera cada situação com dificuldade, mas logo na primeira quebra, os estilhaços somem e o coração nunca mais se forma por completo. O mundo pode fazê-lo chorar chorar e chorar. Cry cry cry.

O durante é simples de se explicar. Duas partes são divididas o durante também, o perfeito e o errado. O perfeito seria a junção de dois sem-coração que juntos, dariam origem à algo especial. Próprio deles.
O errado é relativamente fácil de se explicar e é o que ocorre na maioria das vezes. No começo do durante, no encontro de um sem-coração e no de um murderer, a química acontece. Os olhos se entrelaçam em um loop limitado a seu encerramento visual, o fechar deles e com isso, um beijo. O murderer pode tanto se envolver e tentar fazer dar certo, mas cada vez mais o sem-coração se ilude, se machuca e se destrói. A ilha sagrada de mármore e paz preparada somente para o casal perfeito se afasta cada vez mais. Uma avalanche de brigas, tristeza e ira momentânea pode causar a volta dos instinto dos sem-coração e dos murderer. Tudo de volta ao lugar.

O pós seria a pior etapa desta corrida que acontece durante a vida toda pois é nele que tudo vem à tona...















































O texto termina aqui por motivos que nem eu mesmo sei. Não li, não revisei. Não senti vontade de terminá-lo, sinto que fui impedido pelas lágrimas sinceras correndo pelo meu rosto...                    










              Alexandre.