Por que começar isso denovo? Porque tudo que eu preciso é expulsar em forma de texto já que as pessoas traem, as pessoas não perdoam, as pessoas lembram...
Marionetes de um sistema onde cada um passa por cima do outro. Civilizados dentro de uma casa de bonecas controladas por homens de terno totalmente superiores.
Não capitalistas muito menos porcos quaisquer, mas escravos da desgraça alheia. Porcos fardados com as lagrimas dos inocentes corações que um dia estavam inteiros e hoje nem existem mais de tão despedaçados.
Compaixão, perdão e pena se juntam em um ser um tanto quanto comum hoje em dia. Cada vez mais uma legião dos sem-coração avançam contra a casa de bonecas dos homens de terno tais quais eu tomo a liberdade de chamá-los de: murderers, os assassinos. De quê? Claro, como se não tivesse outros, os sentimentos de esperança que carregamos desde que nascemos.
Venho por meio desde texto transformar minhas lagrimas em palavras, deixar claro o que acontece em cada momento da vida amorosa. Principalmente o pós-morte.
No inicio de sua vida, a mais pura inocência é sua principal arma e com ela e tão somente ela você pode caminhar até sua maturidade prematura. A partir dessa fase é que nos separamos nos dois futuros alvos dos seres maiores, sentimentos. A má criação de pais ou influencia de próximos enquanto inocente pode levar o indivíduo a ser um murderer mais agressivo que só pensa em passar, passar e passar. A frente, adiante, sempre confiante, conquista uma legião de amigos, de murderers e juntos, vão à caça dos futuros sem-coração. Ao chegar no local predefinido para o ataque, eles olham ao redor e quando finalmente olham para trás, para sua jornada, caminhada, até chegar no ato principal (o abate):
-Vejam, temos alguns deles ali
-Vamos lá o que você está procurando, estão todos despedaçados.
Uma marcha inteira de sem-corações está deitada ao chão. Quantos, você se pergunta, e eu lhe respondo, muitos. A vida de um murderer não começa após o abate, mas logo no nascimento. O murderer nasceu no lugar de um sem-coração, a regra é essa. Não sabemos predefinir qual será qual, logo isso não se torna um erro. Mas a partir de sair do ventre até a luz vir de encontro aos seus olhos, futuras armas de caça.
Um murderer nunca evolui, nunca amadurece, nunca se toca em momento algum da vida até se sentir cansado e derrotado pela própria selvageria.
Um sem-coração amadurece e supera cada situação com dificuldade, mas logo na primeira quebra, os estilhaços somem e o coração nunca mais se forma por completo. O mundo pode fazê-lo chorar chorar e chorar. Cry cry cry.
O durante é simples de se explicar. Duas partes são divididas o durante também, o perfeito e o errado. O perfeito seria a junção de dois sem-coração que juntos, dariam origem à algo especial. Próprio deles.
O errado é relativamente fácil de se explicar e é o que ocorre na maioria das vezes. No começo do durante, no encontro de um sem-coração e no de um murderer, a química acontece. Os olhos se entrelaçam em um loop limitado a seu encerramento visual, o fechar deles e com isso, um beijo. O murderer pode tanto se envolver e tentar fazer dar certo, mas cada vez mais o sem-coração se ilude, se machuca e se destrói. A ilha sagrada de mármore e paz preparada somente para o casal perfeito se afasta cada vez mais. Uma avalanche de brigas, tristeza e ira momentânea pode causar a volta dos instinto dos sem-coração e dos murderer. Tudo de volta ao lugar.
O pós seria a pior etapa desta corrida que acontece durante a vida toda pois é nele que tudo vem à tona...
O texto termina aqui por motivos que nem eu mesmo sei. Não li, não revisei. Não senti vontade de terminá-lo, sinto que fui impedido pelas lágrimas sinceras correndo pelo meu rosto...
Alexandre.
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